31.8.14

Quem se levanta contra Deus e prospera?


A ASSÍRIA foi um reino citado na Bíblia, que hoje é a região do Iraque. Ao longo da história dos impérios a Assíria foi um terrível conquistador. O exército mais violento do Oriente Médio de todos os tempos. Era famoso por sua violência e terror. A história nos apresenta os Assírios como um povo guerreiro e cruel. Eles eram o pavor dos povos do Oriente Antigo. Se os Assírios desejavam entrar para a história como homens mais cruéis conseguiram.

As palavras de um dos reis assírios retratam essa situação: "muitos prisioneiros queimei a fogo, muitos capturei vivos: a uns amputei as mãos e os dedos, a outros cortei o nariz e as orelhas, a muitos vazei os olhos. Fiz um montão de vivos e um montão de cabeças; até as cabeças enfiadas em paus em torno da cidade. Queimei seus filhos e filhas no fogo. Destruí, devastei a cidade, queimei-a no fogo e a arrasei completamente" -- Luiz Alexandre Solano Rossi em seu livro "Como ler o livro de Naum", da Editora Paulus.

Agora, em 2014, surgiu um fantasma semelhante na mesma região, o Estado Islâmico (EI) dos jihadistas que se espalha pela Síria e Iraque com violência extrema. Estão semeando o terror com uma certa liberdade e omissão da comunidade internacional. Até quando???

Estão decapitando pessoas, torturando, destruindo vilas inteiras, fuzilando e fazendo crianças segurarem cabeças cortadas pelas ruas num desfile de terror. Assim como os antigos Assírios, em escala menor, o EI está em marcha.

Há uma passagem bíblica que relata que Deus matou de uma só vez 185 mil guerreiros assírios num acampamento!!! Da noite para o dia, literalmente:

Sucedeu, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram cadáveres. 2 Reis 19:35.

Os homens mais poderosos da terra em seu tempo diante do Deus Todo-Poderoso não são nada!

Quem se levanta contra Deus e prospera????

A história prova a firme confiança que temos que ter em Deus. O povo pode ser afligido por um tempo mas Deus não abandona seu povo.

Quantos estão dispostos a confiar na Palavra de Deus???

Deus nos ajude em nossa incredulidade!

A Igreja tem que orar contra esses inimigos do Rei Jesus.

Vamos orar para que Deus traga a morte para os acampamentos dos homens violentos.




30.8.14

A VERDADE QUE SATANÁS ABOMINA


A VERDADE QUE SATANÁS ABOMINA

E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. Gênesis 3:15

Satanás odeia toda verdade, mas há uma que ele abomina, não suporta, e sente o peso dessa verdade de modo dramático: SUA CABEÇA ESTÁ ESMAGADA!

Alguns dizem que o Deus do Antigo Testamento é diferente do Novo Testamento, que era um Deus irado, vingativo, amaldiçoador, mas a verdade é que Deus é imutável e o mesmo Deus de Gênesis. E exatamente por sua maravilhosa imutabilidade podemos confiar plenamente em suas palavras. Estaríamos perdidos se não fosse sempre o mesmo Deus.

Em Genesis 3.15 há algo que comprova que Deus é o mesmo hoje e sempre, pois se não fosse, Satanás aumentaria terrivelmente sua influência corruptiva e destruidora. Não há dualismo, não há quebra de braço entre dois deuses, não há uma grande batalha do bem contra o mal com forças equivalentes. Não há maniqueísmo. A figura de Satanás é de uma serpente com a cabeça esmagada.

O diabo está condenado e amaldiçoado pelo Deus do Antigo Testamento, e se o Deus do Novo Testamento mudasse, a corrupção suplantaria a graça. Genesis 3.15 demonstra a graça do Redentor, que é o Cabeça da Igreja e esmaga a cabeça da serpente, que é o diabo (cf. Ap 12.9). Cristo é o Libertador do homem caído pela tentação do Inimigo.

A Queda dos nossos primeiros pais abriu uma ferida que logo foi dado o remédio, que nos foi revelado: a graça do Salvador que traz perdão pela fé nEle, fé em sua encarnação. -- Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 1 João 5:5-6. -- E todos, antes e depois do dilúvio que creram nessa promessa foram justificados e salvos. O Salvador é a semente da mulher, seu sofrimento (e morte) é a "ferida no calcanhar", sua natureza humana foi ferida. E este mesmo sofrimento é repassado para muitos dos seus santos, em seu nome.

O diabo nos tenta, persegue e até nos mata. E assim o calcanhar continua ferido. PALAVRA do Deus imutável do Antigo Testamento e válida para o Novo Testamento e para nós. Mas enquanto o calcanhar é ferido na terra, a cabeça está no céu. A vitória sobre Satanás está decretada pelo Deus que não pode mudar. Se negarmos o Deus do Antigo Testamento negamos a fé.

A morte de Cristo, o calcanhar ferido, foi ao mesmo tempo o golpe fatal no reino do inimigo, a ferida na cabeça da serpente é mortal, não pode ser curada. Por mais que ainda haja inimizade entre a serpente e a humanidade, as obras do diabo são destruídas por Cristo. -- Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. 1 João 3:8.

O poder da mordida da serpente no calcanhar é limitado, o mal não pode avançar nem prevalecer. A verdade é esta:

E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Colossenses 2:15.

Podemos dizer que nossos primeiros pais até possuíam uma certa simpatia pela serpente antes da Queda, mas agora são inimigos declarados e a mulher deu a descendência do Esmagador da serpente. Essa guerra é irreconciliável e é uma verdade aplicada a Igreja em todos os tempos, uma guerra entre a  semente da mulher e a semente da serpente. Não é a toa que chamamos os homens maus de serpentes. Jesus chamava os religiosos inimigos da verdade de SERPENTES e RAÇA DE VÍBORAS. Confira em Mateus 23.33.

Satanás, seus anjos e os homens maus perseguem o povo de Deus, perseguem com ódio, mas a sua cabeça está ferida e esmagada. Os planos de Satanás estão arruinados, em todas as suas obras, seu império está esmagado, sua autoridade despojada, seu poder sobre a morte, nulo. O veneno da serpente está na cabeça e o ferimento que Cristo causou na serpente é fatal. A sua desgraça é total.

Esse ato é continuo e válido para hoje, para agora mesmo, como escreveu Paulo em Romanos:

E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. Amém. Romanos 16:20.

Quando você que crê em JESUS CRISTO se encontra desencorajado por causa de tentações ou perseguições, lembre-se que você é um bem-aventurado por participar das "feridas" do calcanhar, mas lembre-se e guarde em seu coração que os escolhidos em Cristo são mais que vencedores. Já vencemos! Não desanime! Avance com Cristo!


Raniere Menezes


24.8.14

NÃO É A LETRA QUE MATA! CUIDADO COM O ATIVISMO NA IGREJA


NÃO É A LETRA QUE MATA!
CUIDADO COM O ATIVISMO NA IGREJA

E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte...
Lucas 10:41-42

Antes da minha conversão levava uma vida como aquela música cantada pelas crianças:  "Havia um homenzinho torto, que morava numa casa torta, andava num caminho torto, sua vida era torta..."

E esse menino era bem torto mesmo, envolvido com drogas, com amizades ímpias, com ocultismo, queimava bíblia, cuspia em crucifixo e outras bobagens da cegueira infantil e tola. Ser cristão era a última coisa dessa vida ou NUNCA, pensava. Mas quando encontrei o profeta Isaías pregando para mim com aquelas letras pequenas de uma bíblia velha sobre o MESSIAS, entendi, acreditei e o adorei. E mais páginas a frente do profeta Isaías li o próprio Messias falar: "Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos". Lucas 10:3

Fui convertido por Cristo entre 1997-98, um período que tive meus primeiros contatos reais com a Palavra de Deus e com Deus, antes disso era somente leitura de curioso. Após o chamado enfrentei grandes problemas para romper com os antigos laços com as trevas. Ganhei muitos inimigos e encontrei muita desconfiança dentro da minha família e por parte de alguns irmãos da igreja. Essas coisas ainda continuam acontecendo.

Nos primeiros anos, que  alguns chamam de "primeiro amor", queria me envolver com todas as atividades da igreja, queria bater o escanteio e correr para cabecear e ainda pegar no gol. Tudo ao mesmo tempo agora. Me esforçava para ajudar em vários projetos sociais, missionários, discipuladores e outros.

As mudanças eram radicais e aconteciam todos os dias. Evangelizei pessoas marginalizadas pela sociedade como ex-presidiários, usuários de drogas e outros. Evangelizava nas ruas e em clínicas de recuperação. Falar e ouvir sobre missões me fazia tremer e me emocionar. A única coisa que me fazia chorar e ainda faz.

Isso tudo que estou narrando pode ser compactado num só período de um ano, e neste mesmo ano participei de um projeto missionário de campo no sertão do Nordeste juntamente com dezenas de missionários por 30 dias aproximadamente. Uma experiência impactante que guardo até hoje com carinho.

Mas isso tudo estava acontecendo e havia esquecido de algo muito importante, que eu era um novo convertido, um neófito. Não iria me manter em pé por muito tempo nesse ritmo.

E esse ativismo, essa aceleração de um crescimento que deve ser orgânico e natural se converteu em pressa e posterior esfriamento, desvio e queda. Em minha queda voltei a lama em forma de uso de drogas e reencontros com pessoas sombrias. O simples detalhar é motivo de vergonha e desonra, não se faz necessário aqui. Posso resumir que caí em graves pecados, mas não continuei neles por muito tempo.

O que aprendi com a queda?

1. Que uma vez comprado e selado pelo Espírito Santo não podia decair do estado de graça totalmente;

2. que mesmo em pecado o Espírito Santo não deixava de me incomodar e perseverar em mim, ele é especialista em ferir nossa consciência;

3.  que a força da corrupção das tentações do mundo e do inimigo prevaleceram porque negligenciei os meios da graça.

No ativismo não nos preocupamos com os momentos a sós com Deus, com a vida devocional, com o descanso em pastos verdejantes e águas calmas, o ritmo acelerado sufoca tudo, perdemos a paz santificadora e o pior, achamos que está tudo bem, pois estamos trabalhando na obra do Senhor. Não percebia que o ativismo destrói a comunhão com Deus, e quanto mais rápido queremos andar, mas permanecemos no mesmo lugar, como correr numa esteira.

O nosso espírito necessita de quietude, de adoração, muita atividade sem a maturidade certa para suportar o ritmo, ou melhor, para equilibrar o ritmo, é algo que nos leva a negligenciar o Espírito Santo. Isso não significa que é para levar uma vida de pura contemplação a ponto de esquecer das obras que as virtudes cristãs exigem, mas que também não se caia num ativismo que deixa de lado a vida devocional com Deus. E devocional não se trata de oração de um minuto antes de dormir.

O equilíbrio é fundamental e não é fácil manter-se no centro aos pés da cruz. Sentia nesse ativismo que é algo empolgante, mas era apenas uma correria vã. Esqueci que muitas vezes Cristo nos quer apenas quieto como Maria sentada aos seus pés, ouvindo sua palavra e não a correria de Marta, em pé e ativa, mas longe da comunhão íntima com o salvador. Muita movimentação não significa que as coisas estão bem dentro de nós. Muitos de nós se escondem atrás de uma capa de ativismo.

Aprendi uma verdade dura, é possível ser ativo no Reino e ao mesmo tempo negligenciar a comunhão devocional com Cristo. Não que seja errado se esforçar pelo Reino, não é isso! mas corremos o perigo de querer pescar demais sem se preocupar com a manutenção da rede. É algo louco de dizer, mas parece que quanto mais atividades (desequilibradas) para Deus, mais distantes ficamos dEle.

Quando Jesus andava no meio daquelas multidões relatadas no NT, se eu fosse uma pessoa da multidão que passasse a cavalo, rápido, por ele, eu não o veria como os outros que andavam lado a lado, ouvindo a sua voz e sua risada.

O ativismo é um dos maiores perigos da vida espiritual, muitos dos antigos cristão já alertaram sobre isso. Uma vida com muitas atividades na igreja pode esconder uma vida seca, sem plena comunhão com Cristo. Necessitamos equilibrar zelo e conhecimento. J. C. Ryle dizia que: "Estar sempre pregando, ensinando, falando, escrevendo e realizando obras em público é inquestionavelmente um sinal de zelo. Mas não é sinal de zelo segundo o conhecimento".

Cuidado, não desperdice sua vida espiritual. Passei meses desviado e não queria saber mais de igreja nem das coisas de Cristo, mas após um breve desvio reencontrei o silêncio para ouvir a voz do Senhor que me fez superar todas as angústias e me fez desejar ficar em pé e correr quando necessário e sentar e ficar quieto também.

Um dia o homenzinho torto a Bíblia encontrou e tudo que era torto Jesus endireitou e continua a endireitar.

Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. 1 Coríntios 10:12



 Raniere Menezes

15.8.14

A pregação do Evangelho é apenas a semeadura


É uma visão agradável ver os milhares reunidos para o culto a Deus, mas é lamentável  refletir quantas vezes a reverência que é exibida no santuário é perdida quando o início é  passado. Com que frequência o discurso mais sério do pregador é esquecido e torna-se  como “a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada”. Nós muito frequentemente  vamos até a Casa de Deus e imaginamos que fizemos o nosso dever quando já  passamos pela rodada do serviço – autosatisfeitos, nós voltamos cada um para sua casa. Oh que lembrássemos que a pregação do Evangelho é apenas a semeadura! A colheita  deve vir depois. Hoje nós, por assim dizer, lançamos a primeira pedra de um edifício. E  daí em diante esse edifício deve ser construído, pedra por pedra, através de sua prática  diária, até que finalmente a pedra de topo seja trazida com brados de alegria e júbilo. Bem  disse a mulher Escocesa, quando o marido perguntou-lhe, em seu retorno da Casa de  Deus, mais cedo do que o habitual: “Esposa, o sermão todo já finalizou?” “Não, Donald”,  disse ela. “Foi todo dito, mas não começou a ser praticado”. Havia sabedoria em sua fala concisa – uma sabedoria que nós também frequentemente esquecemos.

Trecho do Sermão Nº 238 (Reforma) - C. H Spurgeon.

8.8.14

15 Frases Matadoras de Richard Baxter


A morte perde metade de suas armas quando negamos em primeiro lugar os prazeres e interesses da carne.

Mate o pecado antes que ele o mate.

A cruz precisa ser carregada; não temos liberdade de passar por cima dela ou de evitá-la.

O céu pagará qualquer prejuízo que possamos sofrer para ganhá-lo; mas nada pode pagar o prejuízo de perdê-lo.

Em nada, a não ser no céu, vale a pena colocar nosso coração.

A ignorância é sua enfermidade; o conhecimento deve ser sua cura.

Cuide para que o dia do Senhor seja usado em santa preparação para a eternidade.

Rejeitar o estudo sob o pretexto da suficiência do Espírito é rejeitar a própria Escritura.

Tocamos em poucas coisas, mas deixamos sempre as impressões digitais.

Somos as maiores armadilhas para nós mesmos.

Esta vida não foi feita para ser o lugar de nossa perfeição, mas de nossa preparação para ela.

Se conseguirmos pregar somente Cristo para nosso povo, teremos pregado tudo a eles.

Não gaste seu tempo em nada de que venha a se arrepender mais tarde; em nada acerca de que não possa orar pedindo a bênção de Deus; em nada que você não consiga recordar com uma consciência tranquila em seu leito de morte; em nada em que você não possa ser encontrado a fazer, com toda segurança e propriedade, se a morte o surpreender no ato.

As famílias cristãs devem ser as principais preservadoras do interesse pela verdadeira religião neste mundo.

Em nosso primeiro paraíso, o Éden, havia um caminho de saída, mas não havia forma de entrar de novo. Mas, quanto ao paraíso celestial, há um caminho de entrada, mas não há forma de sair de novo.

Richard Baxter

28.7.14

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27.7.14

JESUS CRISTO PERDOA, E VOCÊ?


JESUS CRISTO PERDOA, E VOCÊ?

Raniere Menezes

Nunca se entra em contato tão íntimo com o oceano do amor de Deus
como quando se perdoa e ama seus inimigos.
Corrie Ten Boom

Falar em perdão é mais fácil que perdoar, mas o Senhor quer ambas as coisas, que falemos sobre essa virtude e que perdoemos na prática. Perdoar é algo belo, nobre e muito agradável de conversar numa comunhão santa entre irmãos, principalmente quando estamos citando exemplos de perdão de outros, contudo quando a coisa é com a gente tendemos a suspirar e gemer, como é difícil!

A Bíblia é cheia de exemplos de perdão, vale destacar aqui o perdão de um senhor de escravos a um escravo rebelde e fugitivo chamado Onésimo, escravo de Filemom. Esta história está registrada na Carta do apóstolo Paulo a Filemom.

Quem era Filemom? Este homem era um morador da cidade de Colosso, convertido a Cristo pela pregação do apóstolo Paulo, considerado seu Pai na fé. Era um cristão rico e mantinha uma igreja reunida em sua casa. Na época, tanto ser um senhor de escravos era legítimo quanto ter uma igreja doméstica, algo comum na Igreja Primitiva.

Quem era Onésimo? Como já foi dito, era um escravo de Filemom, mas também convertido pela pregação de Paulo, evangelizado e batizado em Roma. Local de sua fuga e provável prisão. Outro filho na fé do apóstolo aos gentios, companheiro de sofrimento na prisão, o qual "foi gerado nas minhas prisões", escreveu Paulo. Onésimo além de fugir da casa de Filemom ainda furtou bens materiais do seu senhor, prejuízo o qual o apóstolo Paulo se dispôs a pagar.

A pena para o crime de Onésimo era a morte por ser fugitivo e também por ter sido ladrão, porém Paulo intercedeu pela vida do escravo. Por causa de sua conversão genuína, Paulo pede que Filemom receba o servo de volta como um irmão, como se fosse o próprio Paulo -- "Recebe-o como a mim mesmo", diz Paulo. Se somos um só corpo em Cristo o perdão a outro é como perdoar a si mesmo. -- Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. Romanos 12:5-6. -- Estanho isso, não? Não. Perdoar um inimigo é algo nobre, mas perdoar um irmão (cristão) é como se estivéssemos perdoando a nós mesmos, é uma resposta afetiva ao próximo, como se colocar no lugar da outra pessoa:

Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado. -- Gálatas 6:1

A Carta de Paulo a Filemom é uma carta de amigo para amigo, de irmão para irmão. É uma Carta que defende a causa de um escravo criminoso. Paulo como apóstolo podia usar de sua autoridade  para que Filemon recebesse Onésimo sem puni-lo, pois seria uma ordem para fazer o que era correto, mas Paulo usa a força do amor, da piedade e compaixão que deve haver entre os irmãos em Cristo para pedir a Filemon que perdoasse seu escravo fugitivo. Esta carta é um nobre exemplo de amor cristão, algo belo e nobre de se conhecer, mas colocar em prática e ignorar as ofensas é um processo doloroso. Não deve ter sido diferente para Filemom, porém um grande testemunho certamente.

Filemom possuía uma queixa legitima contra Onésimo, mas como a Palavra de Deus quebra muitos de nossos paradigmas mundanos, temos que ouvir e atender a voz do Espírito Santo que diz: Se você tem alguma queixa contra alguém, perdoe como o Senhor te perdoou. E a chave para abrir o nosso entendimento é a Cruz de Cristo. Lembre-se, assim como o Senhor te perdoou você deve perdoar os outros. Simples assim:

Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo. - Efésios 4:32.

Matthew Henry comentando Colossenses 3.13: Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. -- Resume que o cristão não deve apenas não cometer nenhum dano ou prejudicar o próximo, mas fazer o bem que puder fazer, a todos. Os escolhidos de Deus devem praticar a humildade e compaixão para com todos.

Vivemos num mundo terrível de corrupções tanto externamente, o mundo do lado de fora, que enxergamos, o nosso dia-a-dia, quanto em nosso mundo interno, em nossos corações. O que mais vemos ao nosso redor são brigas e confusões, e muitas vezes podemos estar inseridos nelas. Nessas situações o melhor a fazer é pedir a Deus que a sua paz domine nossos corações, que não sejamos impulsionados pela ira, rancor e amargura. Numa ira, não adiantará muito respirar mil vezes antes de falar se o coração não estiver em paz com Deus. -- Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo. Gálatas 6:2.

O Espírito Santo nos orienta e conduz a SUPORTAR.  Suportar é aguentar, resistir; tolerar. Como colunas que suportam um edifício. Suportar vem do latim SUPPORTARE, "carregar, transportar." "SUP" significa "SUB", "abaixo" e "PORTARE", "levar, carregar." A ideia é colocar-se abaixo de uma carga para apoiar. Algo sofrido, que não é fácil mas que Deus nos dá a capacidade de carregar e suportar. Como ensina Provérbios 19.11:

A sabedoria do homem lhe dá paciência; sua glória é ignorar as ofensas.

Esse SUPORTAR muitas vezes é cansativo, dolorido, sofrido, como já foi dito. Mas nosso modelo do homem perfeito é Cristo que SUPORTOU com longanimidade todos que lhe queriam e fizeram o mal. A LONGANIMIDADE é um ânimo prolongado, perseverante em um propósito paciente. A longanimidade é algo que se pratica em silêncio, sem murmuração. Cristo nos suportou e nos suporta com paciência e misericórdia. PERDOAR é graça!  Se alguém tem alguma queixa contra alguém, lembremos-nos da história de Filemon e Onésimo e das misericórdias do Senhor, que são as causas de não sermos consumidos pela Ira de Deus. -- Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo. Tiago 2:13.

SUPORTAR uns aos outros é levar as cargas uns dos outros, suportar a fraqueza dos outros, perdoar-nos mutuamente de todas as falhas, delitos, e orando para Deus perdoá-los, assim como Cristo nos perdoou. NÓS CAUSAMOS TODOS OS FERIMENTOS EM CRISTO JESUS NAQUELA CRUZ, e ele nos perdoou desses ferimentos que fizemos nele. Nosso Senhor suportou toda vergonha e zombaria em nosso lugar, e foi condenado em nosso lugar! Perdoar nosso próximo é algo não tão pesado quando meditado aos pés da cruz. Nossa religião é a dos perdoados e dos perdoadores. A cruz é o preço do nosso perdão. Como disse D. Martyn Lloyd-Jones: "Se realmente conhecemos a Cristo como nosso Salvador, os nossos corações são quebrantados, não podem ser duros, e não podemos negar o perdão".

Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mateus 6:14



23.7.14

EVANGELHO E WEB 2.0 (OU 3.0)


EVANGELHO E WEB 2.0 (OU 3.0)
PONTUANDO BREVEMENTE O POTENCIAL DA DIFUSÃO TEOLÓGICA EM PERSPECTIVA ATUAL  DO CONHECIMENTO ABERTO

Raniere Menezes

A Internet (e mídias digitais) evolui tão rapidamente que é controverso tentar defini-la como 2.0, este termo é popularizado desde 2004, quando se descreveu sobre os usuários da segunda geração do WWW. É algo associado ao conceito de troca de informações e colaborações dos usuários da Rede. Alguns já usam o termo Web 3.0, como uma existente terceira geração da Internet por causa do maior conhecimento de navegação dos internautas e também por causa da mobilidade, é possível acessar a Internet na palma da mão em qualquer lugar e hora.  Acredito que a maioria dos usuários comuns ainda estão na Web 2.0, onde o Google, You Tube e Facebook predominam na navegação. Talvez estejamos numa Web 2.5 para ninguém brigar.

A produção de conhecimento e informações através da Internet cresce de modo absurdo e o grande desafio para todas as áreas do conhecimento é o que fazer com tanta informação? Como filtrar montanhas e montanhas de informações? A palavra do dia é "gestão de conhecimento". Imagine que exista uma livraria do tamanho da Rússia e que somente sua vitrine dos lançamentos fosse do tamanho da Grande Muralha chinesa e ainda exista mesas e mais mesas com os livros mais vendidos com a dimensão  do Brasil. Ainda faltam as prateleiras, que cobrem todo território citado, como pesquisar livro por livro? Quando falamos em produção de informação no ciberespaço a complexidade é muito maior que a nossa livraria russa.

A Web 2.0 é uma explosão e a conectividade e interatividade estão crescendo na mesma velocidade. E a Igreja está inserida dentro dessa transformação e submersa numa espécie de caos teológicos, nunca se viu tanta loucura gospel como hoje. Isso significa que, com tamanho fluxo de informações e novas formações de conexões e compartilhamentos com outras pessoas e conhecimentos, é impossível adquirirmos toda a quantidade de informação disponível em determinada área.

Os maiores difusores tradicionais da educação teológica da modernidade e pós-modernidade até então foram os seminários de teologia.  A palavra "seminário" vem do latim "seminariu", que origina e significa "sementeira; viveiro de plantas onde se fazem as sementeiras." A ideia era de que o "seminarista" ficasse separado sob cuidados especiais e protegido durante o tempo de sua formação teológica. Esse conceito era válido igualmente para católicos romanos e protestantes. Para os católicos a ideia era proteger os seminaristas das heresias protestantes, e vice e versa. Hoje, com o conhecimento aberto e a grande expansão de informações, a aplicação etimológica não faz tanto sentido, e na prática a difusão teológica deve se adaptar a esta realidade ainda indefinida e dinâmica. Dificilmente se encontra hoje uma unanimidade PRÁTICA  eclesiológica e missiológica dentro de uma denominação, em parte resultado da ampla oferta de cosmovisões. Essa fragmentação de realizações diferenciadas é um fato em todas as denominações cristãs. Geralmente há uma maior aceitação e tolerância de uma certa liberdade de atuação. Se isso compromete alguns princípios básicos da fé cristã, é outro assunto que merece ser tratado a parte.

Voltando a nossa ideia central, a visão de instruir as massas populares foi enfatizada de maneira peculiar no ambiente da Reforma Protestante no século XVI.  A teologia não deveria ser mais contida em poucos e restritos lugares, mas houve uma larga expansão aos mais diferentes contextos geográficos. Assim nasceu a ideia da Academia de Genebra, na Suíça, com Calvino, para citar um exemplo embrionário. Genebra tornou-se um centro educacional de preparação teológica como um trampolim para alcançar as regiões mais distantes. Muitos crentes vocacionados e perseguidos pela Contra-Reforma buscavam refúgio e preparação na Academia.

A contribuição da Academia de Genebra foi fantástica. Ela se transformou num centro de difusão teológica  estratégica formando centenas de pessoas de diversas nacionalidades. Esta visão inicial da Reforma em promover formação teológica para propagação do Evangelho é fundamental  para a expansão missionária da fé cristã hoje, tanto quanto no contexto da Reforma. Atualmente, com a Internet devemos manter a mesma visão e espalhar os princípios da Reforma. Cada vez mais haverá menos necessidade do estudante sair de sua região para se preparar e então voltar e espalhar o Evangelho como missionário. É preciso descentralizar nesse sentido de aprendizagem. Se Genebra já foi um centro missionário, podemos imaginar hoje que pode haver milhares de Academias em cada localidade geográfica por causa das ferramentas de comunicação que temos.

Muito tem se falado sobre o conhecimento distribuído após o início da Era Digital que vivemos. Somos estudantes do século XXI e as aquisições de conhecimento e informações estão ligadas diretamente a vida do dia-a-dia para quem faz uso de recursos tecnológicos disponíveis e cada vez mais acessível e de uso fácil e intuitivo.  Com o avanço dos mecanismos de buscas e filtragens a aprendizagem avançará mais ainda. Acredito que estamos vivendo hoje muito mais uma fase de fomentação teológica e que posteriormente virão os ajustes que não surgirão de vias tradicionais, nos moldes dos seminários presenciais em sua perspectiva institucional de ensino. Em certa escala isso já está acontecendo.

George Siemens, um autor canadense que trata sobre aprendizagem e era digital,  resumiu bem sobre esse contexto que estamos vivendo na troca de informações, ele diz que "a tecnologia reorganizou o modo como vivemos, como nos comunicamos e como aprendemos." A aprendizagem informal só tende a crescer, é um processo dinâmico e complexo, que já está acontecendo e é irreversível. Isso é fato, a mudança na aprendizagem mudou, e é preciso rever paradigmas. As novas ferramentas vão surgindo e o modo como se trabalha, se estuda, vão sendo alterados. Este é o novo ambiente do Evangelho na era digital.

Não existe nada de novo na aprendizagem fruto de conexões entre pessoas, comunidades e conteúdos. Os discípulos da Igreja Primitiva podiam reunir dezenas e centenas de pessoas para conhecer mais sobre o Evangelho e essas pessoas ao retornarem para suas comunidades  descentralizavam e distribuíam o conhecimento. Os conteúdos muitas vezes eram preservados e propagados através de manuscritos, a exemplo das Cartas Apostólicas que circulavam dinamicamente por todo mundo antigo. Havia uma rede de conexões e o conhecimento circulava por essas redes. A diferença hoje é a velocidade do compartilhamento e a des-integração, há muito mais fragmentação e caos. Nesse cenário fica mais difícil conectar o conhecimento específico e relevante. Daí a importância em termos a teologia como um sistema (também a confessionalidade, necessária). O que já faz a teologia sistemática ao longo da história. Sistema nada mais é que um conjunto de elementos relacionados entre si, também uma reunião de princípios de modo a formar um corpo de doutrina. O corpo de doutrinas cristãs ortodoxas não nasceram da noite para o dia, é fruto de muitos debates e confrontos com heresias. O nosso trabalho é garimpar e propagar.

O maior desafio é saber filtrar e compartilhar em meio ao caos. É preciso entender que não há nada de novo a ser ensinado na fé cristã, mas a mudança é relacionada ao que os teóricos da comunicação chamam de "escalabilidade da comunicação." A igreja em seu ensino-aprendizagem deve respeitar a história das doutrinas cristãs, da produção de defesas da fé ao longo do tempo. O armazenamento de informações não é uma ideia nova, as bibliotecas que o digam. O ponto hoje é como melhorar o acesso, a filtragem e compartilhamento. Usar bem as novas ferramentas disponíveis e criar outras que aumentem a colaboração e conexão das redes. Esse é o grande desafio do mundo sem fronteiras.

Se você pensa em desenvolver algum projeto de propagação do Evangelho na Internet e acha que não tem recursos necessários, lembre-se da famosa frase de Roosevelt: Faça o que pode, com o que tem, onde estiver.

***

"A tecnologia reorganizou o modo como vivemos, como nos comunicamos e como aprendemos." George Siemens






21.7.14

6 MOTIVOS DE OURO PARA ORAR


1. Para que nosso coração possa sempre estar inflamado com um contínuo e ardente desejo de buscá-lo, amá-lo e servi-lo, enquanto nos acostumamos a recorrermos somente a Ele, como uma âncora sagrada, em cada necessidade.

2. Para que nenhum desejo, não nos leve a fazer algo vergonhoso diante dele, ou para evitar que algo entre em nossas mentes, enquanto aprendemos a colocar todos os nossos desejos à sua vista e, desse modo, derramarmos nosso coração diante dele.

3. Para que possamos estar preparados a receber todos os seus benefícios com verdadeira gratidão e ação de graças, pois são nossas orações que nos fazem lembrar que elas procedem de suas mãos.

4. Para que uma vez tenhamos alcançado o que lhe pedimos nos convençamos de que ele ouviu nossos desejos, e por eles sejamos muito mais fervorosos em meditar sobre sua liberalidade.

5. Para desfrutarmos com muito mais alegria das misericórdias que nos tem feito, compreendendo que as temos alcançado mediante a oração.

6. A fim de que a prática da oração e a experiência confirmem em nós, conforme a nossa capacidade, sua providência, compreendendo que não somente promete que jamais nos faltará, que por sua própria vontade nos abre a porta para que no momento da necessidade possamos propor-lhe nossas petições e que não nos desapontará se divertindo com seu povo corri palavras vãs , prova-nos ser uma ajuda presente e real.

O próprio Senhor declara: “Próximo a todos aqueles que invocam está o Senhor, a todos aqueles que o invocam em verdade” (Sl 145,18).


João Calvino – Breve trecho de O livro de Ouro da Oração – Editora Cristã Novo Século – 2003 – Tradutor: Cláudio J.A. Rodrigues - Extraído da : Instituição da Religião Cristã – Livro Terceiro,Cap.XX – Intitulado: Da Oração. Tópico original: Seis razões principais de orar a Deus.


20.7.14

RAMIFICAÇÕES DA INFIDELIDADE OU O EFEITO DOMINÓ


Vocês se desviaram do caminho e pelo seu ensino causaram a queda de muita gente. Malaquias 2:8

O pecado começa como teia de aranha, mas torna-se uma camisa de força. -- J. C. Ryle

Quando alguém com sua boca diz que é fiel a Deus mas com suas ações é desobediente e rebelde, tudo que gira ao redor dessa pessoa sofre, corrompe-se e se degrada. Muitos dos nossos maiores prejuízos espirituais são consequências de pequenos desvios, de pequenos tropeços; a primeira pedra do dominó. Quando quebramos nossos votos a Deus, nosso relacionamento com as outras pessoas também são prejudicadas. E não adianta chorar se o coração tiver duro. Somente o arrependimento verdadeiro restaura a plena comunhão com Deus e com as pessoas ao nosso redor.

O que Deus requer de nós? Tão somente como Ele declarou ao profeta Miquéias:

Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus? Miquéias 6:8

Praticar a justiça é a base ética dos Mandamentos de Deus juntamente com a piedade, e obedecer (andar humildemente) é o único caminho seguro para que os outros relacionamentos pessoais andem bem. Aquele que não é fiel a Deus, ainda que ele seja uma pessoa exemplar e pareça um bom marido, um bom amigo, sem a fidelidade verdadeira com Deus, tudo desmorona, pois não passa de uma grande mentira e pecaminosidade. Quando dizemos que Cristo é Senhor mas não andamos em plena comunhão com ele somos mentirosos e fariseus. A convicção de pecado é em sua origem a convicção de um relacionamento errado com Deus. Não adianta chorar, não adianta chamar "Senhor, Senhor!", é o que ensina a Palavra:

E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo? -- Lucas 6:46

Como em Malaquias 2.10, muitas vezes somos como aquele povo citado, infiéis uns com os outros. E que fique claro, quando nos encontramos infiéis para com o nosso próximo é porque antes fomos infiéis para com Deus. E no contexto de Malaquias, de modo especial, os líderes religiosos, os sacerdotes, eram grandemente responsáveis pelos danos, pois eles desviavam o povo, e não podiam manter fidelidade ao povo quando já haviam quebrado seus votos a Deus. Percebe o efeito dominó?

A apostasia começa quando não se mantém na origem o temor a Deus e o amor pelos mandamentos. A consequência é que não é possível respeitar os mandamentos que se relacionam com o próximo. E esta infidelidade se ramifica atingindo todas as nossas áreas de relacionamentos, trabalho, igreja, família e sociedade. De modo especial, o campo mais prejudicado é o casamento -- as primeiras pedras do dominó. Seja através de um relacionamento condenável como casar com incrédulos, seja com a prática do divórcio, algo abominável para Deus. Cuide de sua comunhão com Deus, da adoração sincera, da fidelidade. "O temor reverente a Deus é a chave para a fidelidade em qualquer situação", como já disseram.